segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bloddy Sunrise

Rudemente, a porta foi aberta, revelando o jovem morador do apartamento que apenas usava um calção azul marinho. A expressão cínica dele era gritante. Os cabelos pretos desarrumados davam a impressão de desleixo, a franja mal cortada caía desalinhada sobre seu olho esquerdo, de uma cor azul safira brilhante. A palidez e os traços não muito marcantes davam-lhe um ar de esperteza. Os lábios finos comprimiram-se, recebendo a boca de uma garrafa de cerveja barata.
- Você é o cara que falou com Lincon Cassidy? – A bela arqueóloga perguntou sem rodeios, não se sentindo intimidada pelo olhar penetrante que ele havia lançado.
O rapaz parou, encostando-se no batente da porta marrom-escura. – Você é tira? – E bebeu mais um longo e demorado gole de cerveja.
- Quer que eu seja? – A inglesa mordeu a parte interna do lábio. – Vai me deixar entrar?
O moreno se afastou, dando espaço para a desconhecida passar, indicando-lhe a cozinha. Mary passou rapidamente pela sala, vendo algumas peças de roupas jogadas de qualquer jeito por cima do sofá de couro marrom. Sentiu seu salto fazer um barulho engraçado naquele piso de madeira. A arqueóloga parou na cozinha, puxando uma cadeira de madeira que estava mais próxima. – Qual seu envolvimento com o Cassidy? – E cruzou as longas pernas.
Ele coçou a nuca, desviando o olhar para a janela. – Lincon não é o nome verdadeiro. É um pseudônimo. Mas não me olhe assim. – Tratou de se explicar quando viu que a morena estava pronta para jogar uma pergunta. – Eu não sei o nome dele.
A arqueóloga arqueou as sobrancelhas o mais alto possível. – Quem sabe? – E observou o jovem ir até uma mesa onde ficava o telefone, puxando uma simples agenda bege, abrindo-a onde havia uma fitinha prateada marcando uma página cheia de telefones e nomes escritos. O moreno passou o dedo indicador pela folha branca, parando em um dos últimos nomes da lista. Logo em seguida, puxou um papel e uma caneta, anotando um telefone e endereço. – Aqui. Devia ir até o Harvelle’s. – E entregou-lhe o papel branco.
- E o que seria isso? – E abaixou os olhos, lendo o que o rapaz havia escrito. Tinha uma letra miudinha e fácil de entender.
- Um bar de... Pessoas que... – E parou, procurando por um termo. – Caçadores. – E fechou a agenda, colocando-a de volta na mesa.
Mary se levantou, indo na direção dele. – Obrigada. – E sorriu de lado, caminhando lentamente até a porta, abrindo-a delicadamente e, segundos depois, fechando-a com uma batida leve.
O barulho do salto alto de Mary ainda ecoava sonoramente na mente de Wes, que olhava a porta com uma expressão quase cômica de tão confusa. Levou a garrafa de cerveja aos finos e rosados lábios, bebendo o restante que havia lá dentro em um único gole.

Trailer de "A Nightmare on Elm Street"

A Nightmare on Elm Street in HD

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bloddy Sunrise

Quando Mary chegou à cena do crime, a clássica fitinha amarela estava lá, fechando a passagem de moradores e curiosos. Mesmo que um policial careca repetisse milhões de vezes que o corpo do rapaz não estava mais lá, as pessoas continuavam bisbilhotando a cena do crime, esticando seus pescoços até não poder mais.

-Ayres! Finalmente – Alguém gritara acenando freneticamente perto de uma viatura da polícia. Era um rapaz jovem, de uns vinte e poucos anos, cabelos pretos arrumados em um topete, olhos azuis claros e expressivos, barba por fazer.

- Oh, hey Jake! – O detetive Ayres berrou de volta acenando para o rapaz. Fez um sinal para que a arqueóloga o seguisse. – Srta. Barton, esse é o meu parceiro, o detetive Johasson.

O detetive apertou a mão da morena rapidamente, voltando a atenção para o parceiro. – Por que a trouxe aqui? – E voltou a atenção para a arqueóloga. – Conhecia a vítima? – Perguntou-lhe de um jeito profissional.

- Era meu namorado. – Respondeu Mary com frieza. – Onde está o morador que viu o tal homem que você me disse detetive Ayres?

O mais velho olhou ao redor, para o imenso prédio que fazia sombra na cena do crime. – Ele mora bem ali, no penúltimo andar. – E apontou-lhe uma janela quebrada e suja bem no topo do prédio. – Quer que eu a acompanhe, Srta. Barton?

- Não, obrigada. – Respondeu a morena, arrumando a bolsa no ombro e foi caminhando sem muita pressa até a entrada do prédio. Quando sentiu que os olhos dos detetives não estavam mais em sua nuca, apertou o botão do elevador, esperando que este estivesse vazio e, quando a porta abrira, o lugar estava vazio. Apenas seu reflexo mal iluminado a encarava.

Assim que apertara o botão e a porta fechara-se, a arqueóloga deixou as lágrimas saírem de seus olhos claros. O que ela fazia ali? Não tinha a mínima ideia. Só de pensar naquela foto que vira antes, seu estômago dava cambalhotas. Mas não, não podia ficar daquele jeito, tinha que se controlar até que estivesse em um local melhor.

Quando o elevador parou, Mary passou a mão pelos olhos, retocando a maquiagem no espelho rapidamente, escondendo a cara de choro. A arqueóloga abriu a porta do elevador, indo até o único apartamento do prédio que ficava naquele lugar extremamente alto. Bateu na porta duas vezes.

Melhor Promo de Supernatural 5.03 - Free To Be You And Me

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bloody Sunrise

A vida da arqueóloga e, agora, administradora, Mary Barton era resumida a trabalho e mais trabalho. Eram quase inexistentes as ocasiões em que ela não fazia nada. Sempre havia algo para fazer, uma pesquisa de arqueologia ou até mesmo um assunto pendente com um cliente insatisfeito. Mas essa era sua vida, e agora, lá estava ela, sentada atrás da mesa cinza clara, com papeis, porta-lápis, uma luminária preta e um notebook da Apple.

Mary era inglesa, cabelos castanhos claros, olhos azuis acinzentados, pele clara. Extremamente minimalista, dedicada, inteligente e sagaz. Sempre teve um interesse meio obsessivo por coisas sobrenaturais, especialmente artefatos estranhos, de qualquer época, cultura e aparência.

-Mary? – Ouviu a voz tranquila de sua assistente, Coreen, que abriu a porta do escritório e entrou segurando uma prancheta preta, batendo uma caneta colorida na mesma. – Tem um cara querendo falar com você.

- É o Wakefield? – A morena perguntou sem tirar os olhos do notebook.

- Não. É um detetive, ele não disse o nome, mas parece que é algo importante. – Coreen fitou-a, esperando uma resposta.

Mary coçou a nuca, saindo vagarosamente de trás da mesa, deixando suas coisas do jeito que estavam. Sabia que Coreen tinha muito bom senso e não iria fuçar em suas pesquisas, que incluíam um estranho artefato.

A arqueóloga foi até a recepção, sendo interceptada por um homem alto, de meia idade, olhos pretos, cabelos castanhos. – Srta. Barton? – Perguntou-lhe. Mary assentiu. – Sou o detetive Ayres, polícia local. Gostaria de fazer algumas perguntas, se não se importa.

- Claro, mas não tenho muito tempo. – Advertiu a arqueóloga, tentando entender a situação.

- Bem, hoje cedo os moradores de um prédio perto de um dos becos aqui da cidade encontraram um corpo. – E o detetive tirou de dentro do bolso do casaco uma foto. – Você o conhece?

Quando Mary viu aquele que havia lhe trazido uma pequena parcela de felicidade, pálido, de olhos fechados com um buraco de bala bem no meio da testa, teve que se segurar na parede. Não, aquilo não era verdade, pensava ela. – Eu o conheço. – Respondeu ela com uma voz fraca. – Ele é meu namorado.

O detetive fitou a arqueóloga, fragilizado. – Eu sinto muito, minha jovem.

- Já sabem quem o matou? – A morena abaixou o rosto, fitando o carpete.

- Um dos moradores diz que ontem, um homem passou pedindo informações sobre a vítima, disse que era da polícia e que ele era perigoso. O homem disse que ele se chamava... – E parou, tentando lembrar do nome. – Lincon Cassidy.

- Quero falar com o morador. – A arqueóloga levantou o rosto, fitando o detetive.

- Não é muito, longe, vou leva-la.

Mary assentiu, indo até o escritório, pegando seu casaco e a bolsa. Depois que falasse com o morador, iria parar e refletir sobre o que faria.

sábado, 19 de setembro de 2009

Bloody Sunrise

Obs: Supernatural é do Eric Kripke e da CW. O restante é meu e de algumas amigas.
Enjoy :D

O clima leve daquela manhã fora quebrado quando um som baixo de tiro fora ouvido num beco. Parado, com uma expressão vazia, estava James, fitando a própria camiseta branca, que agora continha uma enorme mancha circular de seu sangue. O rapaz fixou as orbes azuis, agora quase sem brilho, no atirador, que apontava uma nove milímetros para sua cabeça.

O mais velho mal piscou quando puxou o gatilho novamente, acertando bem no meio da testa do jovem, que caiu, morto em cima de algumas latas de lixo, alertando o atirador, que guardou a arma no bolso interno do casaco e deixou o beco, sem olhar para trás.

domingo, 13 de setembro de 2009

Supernatural faz 4 anos hoje

Dia 13 de setembro de 2005, foi o dia em que Supernatural estreou lá nos States. Depois disso, muita coisa mudou ao longo da série, certo? Yep. Então, a nossa série favorita está completando 4 anos no ar. Não é muito, comparando com algumas séries lendárias, mas hey, estamos aí.
Parabéns para a produção, os atores, todo mundo. Ao senhor carequinha Eric Kripke que teve a ideia brilhante de criar a série, colocando elementos clássicos de outras séries e filmes durante os episódios, mas sempre sendo original.

Aqui, tem uma das minhas fotos favoritas da season 1.




















E um vídeo da primeira temporada.
PS: Eu sou a única pessoa que sente falta da frase: "Saving people, hunting things. The family bussiness"?

sábado, 12 de setembro de 2009

Balada

Obs: Final de 'Balada'. :*

- Ow. - Dean bateu no peito do irmão. - Quem é o Drácula ali?
Sam arqueou as sobrancelhas. - É um cara de sobretudo.
- Jura? - Riu irônico. - Me explica por que o peixe-boi tá dando em cima da Claire.
- Das duas a uma. Ou ele está dando em cima dela ou simplesmente fazendo companhia. Por que se você olhar bem, ela está cochilando. - Argumentou Sam sorrindo irônico.
- Sem graça. - O mais velho rosnou, chegando no balcão. Fuzilou Henry com um olhar.
Sam sorriu constrangido para o rapaz de sobretudo e seguiu o irmão mais velho até a saída do pub. - Finalmente vocês me escutaram. - Resmungou Claire abraçando a cintura de Dean.
- Se não fosse pelo Sam (e fuzilou o mais novo com um olhar) eu estaria muito bem agora, em um lugar da hora. - O loiro disse com uma expressão sonhadora.
- Hum... Que legal. - a menina comentou bocejando. - Parece que vocês se deram bem hoje.
Os dois se entreolharam, rindo maliciosos. - E se você não estivesse dormindo em pé, você também teria se dado bem. - Comentou Dean com um sorriso malicioso.
- É? - Perguntou a menina.
- Não viu o cara de sobretudo arrastando a maior asa pra você não é? - Perguntou Sam entrando no jogo de Dean.
A menina balançou a cabeça negativamente. - Vamos embora? - Perguntou quando ela e Sam ficaram do lado de fora e Dean tinha entrado no hotel, para buscar as coisas deles.
- Sim. - Respondeu o rapaz abrindo a porta de trás. - Boa noite. - E beijou a testa da mais nova, que deitou no banco de trás de fechou os olhos. Sam se sentou no banco do passageiro, sonhando acordado com o beijo da agente Valentine.

Assim que arrumara tudo, Dean trancou a porta do quarto e jogou as tralhas no porta-malas de qualquer jeito. Abriu a porta do motorista, ligando seu amado Impala e manobrando-o para a estrada Interestadual.